Na década de 60 inicia-se o movimento de uso do poder fiduciário e a forma de alocação de capital como ativismo dos valores e ideais éticos dos investidores. O movimento começa com fundos de investimentos ligados a organizações religiosas que inauguram o que hoje chamamos de investimentos socialmente responsáveis ou SRI (Socially Responsible Investments).
Mais tarde, já na década de 90, as instituições financeiras começam a ser pressionadas pela sociedade civil organizada em campanhas massivas sobre a responsabilidade do credor pela forma de uso e aplicação dos recursos financeiros. Campanhas como a deflagrada pela Rain Forest Aliance chamavam os depositantes a questionar grandes bancos sobre a forma de aplicação dos recursos e a fechar a conta bancária ou cortar o cartão de crédito em repúdio à forma de gestão dos bancos.
Era a sociedade questionando as bases da prática de intermediação financeira, algo que por muito tempo parecia sedimentado e usual. Desta pressão nasce o tratado dos Princípios do Equador, em 2003, que preconiza uma minuciosa análise socioambiental, seguindo parâmetros do IFC, para operações de Project Finance. O Princípios do Equador é voluntário, mas tem mostrado grande poder de engajamento entre os Bancos.
Mas o conceito de finanças sustentáveis não se limita a Princípios do Equador e SRI. Claramente este é um movimento que busca mais que isto. Finanças Sustentáveis diz respeito à atuação do sistema financeiro de forma economicamente viável, socialmente justa e ambientalmente correta. Por fim, preconiza que aplicação dos recursos financeiros esteja alinhada aos princípios do Desenvolvimento Sustentável.
Dentro das discussões de finanças sustentáveis estão outras iniciativas como: microfinanças e o desafio da inclusão bancária e desenvolvimento de políticas de crédito socioambiental para as carteiras comerciais. Há também temas novos como a inovação de produtos e serviços, a mudança do perfil dos funcionários e a busca de legitimação.
Desde 2003 o Centro de Estudos em Sustentabilidade vem estudando as formas de interface do setor financeiro com aspectos socioambientais, ajudando a propagar o conceito e gerando conhecimento e ferramentas para fazer de finanças sustentáveis uma realidade palpável para toda a sociedade. O LASFF abraça esta missão e divide a tarefa em sub tópicos de interesse: